O ápice foi a compra do meu apartamento. Primeiro que vi, só olhei outro por descargo de consciência, mas a paixão sem volta já havia se instalado e fechei negócio.
A partir daí, a maldição da indecisão se instalou e não consigo mais nem escolher sabor de sorvete sem pensar por horas. Hoje a vítima foi o Rogério, que tá cuidando da reforma e me acompanhou na loja de tintas. Precisava escolher as cores de duas paredes. Para a da sala, a missão era encontrar um tom parecido com o que já está lá, um verde pistache. Na outra, do banheiro, não tinha pensado ainda, mas queria uma cor tranquila. Resultado: pedi uma cartela de cores extra e passei mais de uma hora olhando.
O pistache derreteu e virou amareloso
Chegando em casa, ainda fui dar uma conferida no site pra ver se a escolha foi certa. E me deu um desespero ao ver que no computador os tons são diferentes. Meu azul tranquilizante virou um cinza sem graça. E meu pistache virou um amareloso.
Escolhido está, não adianta mais chorar pela lata de Suvinil derramada?
Nanananina. Para se vingar, Rogério avisa por SMS que posso trocar os tons na segunda-feira, condenando meu final de semana a uma reflexão intercalada com a trilha da propaganda da Feira de Tintas Renner-Tumelero, que não sai da minha cabeça.
Banheiro cinza? Espero que meu monitor esteja desregulado
EM TEMPO: as fotos acima são do site da Suvinil, não do meu apê. Não tenho uma banheira (infelizmente)