segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Desde que o samba é samba é assim

Detalhe da decoração do último aniversário

Não consigo precisar a data, mas a cena ocorreu há no mínimo 20 anos. Eu olhei pra ele e perguntei: "tio, o que é Comunismo"? E ele respondeu: "Você acha justo ter quatro bonecas e uma menina igual a você não ter nenhuma?"

Se não me fez empunhar foice e martelo, a pergunta marcou. E se hoje procuro no mínimo ser gentil com os outros, é um pouco por influência do Tio Josino, uma espécie de padrinho emprestado, parente que a vida escolheu.

E escolheu mesmo. A história que me contaram é mais ou menos assim. Estavam meu pai e minha mãe sentados na varanda em Osório, no início da década de 70, quando passou um carro de forasteiro. Minha mãe deu um berro e abanou. O carro parou. Desceu um casal de cariocas recém-chegados do Rio. A amizade que começou ali durou a vida toda.

O Tio Josino tinha um Dodge. E uma enciclopédia em fascículos que me fazia salivar. E um painel de paisagem que ocupava uma parede inteira na sala de casa. E uma cama com botão que fazia baixar e levantar. E um chuveiro no lugar da torneira da cozinha. Entre a cozinha e a sala, um passa-pratos, modernidade em um período pré-invasão das cozinhas americanas. Eu achava tudo o máximo.

Uma época, quando era representante da TecToy, liberava os videogames para que eu e meus irmãos testássemos antes de todo mundo. Dias de glória.

Tio Josino ficou fascinado quando optei pelo Jornalismo e inconformado quando fui parar na Zero Hora. Há uns 15 dias, me ligou faceiro ao saber que eu tinha mudado de emprego. Preferi não explicar que agora eu era quase publicitária.

Durante uma das batalhas contra a doença que o levou na semana passada, ele recebeu a visita de um padre quando estava na cama da UTI.

"O que o senhor é?", perguntou o religioso.
(católico? evangélico? judeu?)
"Fluminense", respondeu.

Provocador, fã de uma boa briga, cabeça-dura? O que fica dele pra mim é a capacidade de viver (e reinventar) a vida e de formar uma família de grandes seres humanos. E a lembrança de que quando a vida escolhe uma amizade assim, a gente berra, abana e cuida pra sempre.

15 comentários:

clarissa disse...

muito muito muito lindo
adorei a história do tio comuna.

Marcelo M disse...

Um autêntico Chato. Incluindo todos os bons sentidos da palavra. Saiu de Interlagos por brigar com muita gente por coisas que até hoje nos arrependeríamos, se ninguém tivesse brigado por.

Acho que o Câncer também concorda. Não se tem notícia de ninguém tão insistente na briga com esta doença do que o Josino.

Acompanhando por anos sua polêmica final, sempre me vinha à mente o filme aquele que o Anthony Hopkins passa um tempo com a Morte, encarnada no Brad Pitt. E imaginava o Brad quase se enforcando de decepção porque no conseguia ganhar nenhuma discussão com o Josino, saindo berrando e batendo as portas, mandando um terremoto pro Nepal, só de raiva.

Acho que o Josino acabou ganhando a briga. Mas a sentiu que neste plano não haviam mais discussões que valessem a pena, e partiu para outro.

Rafa disse...

Lindo!

Escreve um desses pra mim quando eu me for?

Beijos

Anônimo disse...

Quando o Josino, que amigo, sentiu que teria 2 meses de vida e a vida não tinha ainda preparado sua família para ela, teimoso que só ele, bateu pé e disse." Não morro de jeito nenhum".E mesmo com PSA de enciclopédia médica, permaneceu entre nós por mais seis anos quando tudo se organisou. Um dia este sem vergonha veio me provocar dizendo do heroismo da Dilma.-"Da Dilma, Josino? Nada de palanque pra cima de mim. Aqui só tem um herói, que és tu".
Imenso poder de argumentação. Princípios.Paixão pelo seu Fluminense. Frustração recíproca:nem ele me levou a ser comunista, nem eu o levei a ser gremista. Mas ele ainda tem chances atavés de filho Marcelo, tão logo comunismo rimar com liberade.Josino,esta luta te custou dores e muito, muito sofrimento. Desculpe eu ter ficado feliz com o teu passamento, mas tuas dores foram demais para mim. Ficaram as lições de vida a a amizade que transporá gerações.
Obrigado, meu amigo.
Seu Solon

maria paula letti disse...

A família aí aprendeu a emocionar pelas palavras em que escola, heinho? Já adorei o Josino sem nunca ter visto.

Rodrigo Muzell disse...

Incriveis. O tio Josino, o texto e os comentarios emocionaram aqui.

Mãe disse...

Não sei emocionar. Mas sei sentir saudades e sei reconhecer uma familia de VERDADEIROS AMIGOS a onde toda a familia é amiga sejamos assim por todo o tempo Dezonnes e Magrissos

Marcelo Dezonne disse...

Querida Larissa,
ficamos muito emocionados com a sua homenagem e lembranças do Josino.

Como filho, claro que sou suspeito, mas com o testemunho de todos os que o conheceram e tiveram o privilégio de conviver com ele, tenho certeza do quanto fora de série ele foi. Um homem que sempre lutou pelo que entendia certo, em especial por justiça, com a convicção segura de quem nunca se achou o dono da verdade, respeitando e até estimulando a manifestação da opinião contrária. Foi um intelectual aguerrido e conseqüente, tipo raro atualmente, com idéias próprias e originais, sustentadas com coerência e honestidade de propósitos. Como lembrou seu irmão, ele não era de se omitir, comprava brigas que mesmo de outros, passavam a ser dele, desde que justas fossem. Por diversas vezes pagou um preço por isso. Era muito corajoso e determinado. E tudo isso dentro de um homem afetuoso, generoso e fraterno. Ou como ele mesmo dizia: "contemporâneo sim, conivente não!"

Só uma correção, mas sem muita certeza: quando a sua mãe abanou, gritou e nos convidou para entrar naquela incrível casa com telhados em pirâmide, não era início, mas o finalzinho dos anos 70 e ela estava com um barrigão... esperando você.

E muitíssimo importante: obrigado pela amizade da Familia Magrisso. Ela sempre nos foi muito cara. E um especial obrigado pelos gritos e abanos da Ronete naquele dia. Podem acreditar, que mudaram nossas vidas.

Marcelo Dezonne

Em tempo - Também uma pequena lembrança da minha infância, ainda nos Rio e nos anos 70: Enquanto todas as crianças brincavam com o bonequinho Falcom, um militar americanizado (versão da Barbie para meninos), eu era o único que havia ganho de aniversário o bonequinho do Zorro. A Revolução começava em casa...

Roberta Dezonne disse...

Amiga Larissa,
Como vc nos emocionou...
Somos sim privilegiados de termos convivido com o Josino, ele passando toda a sua sabedoria de vida, determinação, luta, força e grandeza sem perder a ternura jamais...
Perdi meu pai, mas acima de tudo meu amigo e maior incentivador.Vou sentir saudade de conversar e quase beber de suas palavras.
Obrigada a família Magrisso pelo carinho e amizade preciosa. Amo vcs!
Bendito dia que a Ronete abanou para entrarmos pela primeira vez na casa de Osório...
Com carinho,bjs,
Roberta

Em tempo: Vou tomar a liberdade de enviar para amigos queridos o link do seu blog, com sua linda homenagem.

Fernanda Albuquerque disse...

lindo, lari! a vida é feita de histórias de afeto como essa, né não?

Pati disse...

Há alguns anos conheci o pai da Roberta. Um senhor muito educado e simpático. Não tive muito contato pessoal com ele, falávamos mais ao telefone quando ligava a procura dela e ele sempre interessado em saber como eu estava e como ía o trabalho.
A lembrança que nunca vou esquecer foi de uma conversa que tivemos sobre Natal/RN, quando relatei minhas percepções e experiências deste lugar onde morei por tres anos, e infelizmentre estraguei suas agradáveis lembranças. Desculpe seu Josino!
Apesar da saudade que ficará em todos, sabemos que estás melhor agora, descansando e sem dores, e apesar de não acreditares, estarás na compania do Pai Oxalá.
Saudades,
Patricia Lamb.

Fernando B da Costa (Rio de Janeiro) disse...

Roberta:
Emocionantes o texto inicial e os comentários. Tentei agregar um comentário de minha autoria mas não tenho conta no Google nem em outro Blog e os preparativos de última hora para viagem não estão deixando tempo para abrir contas ou implementar novas áreas no meu sistema.

Se eu pudesse ter comentado para que todos lessem, iria me valer do privilégio de ser o mais velho mortal,ainda vivo, que o conheceu, participando positiva ou negativamente de todas as fases da vida dele.
Lembraria da nossa infância, das idas para Lambari,onde após os dias de atividades de todo o tipo, íamos com o Tio Ellie (pai dele) pescar lambaris em um riacho, à luz de lâmpadas de carbogênio.
Lembraria das peladas no final da vila onde moravam, local para onde adorava ir em finais de semana, protegido pela Tia Marina (irmã de minha mãe), muito menos rigorosa do que a minha mãe nas regras de bem viver.
Lembraria, mais tarde da nossa mocidade, período no qual começamos a divergir politicamente, ele à esquerda e eu à direita, sem que tais divergências impedissem nosso convívio familiar.,
Lembraria dos eventos na Fazenda em Pati do Alferes onde ele e Cenira nos acolhiam e a todos os amigos com carinho e atenções insuperáveis.
Lembraria de preocupações que nos afligiam, sem que as revelássemos, senão muito mais tarde, decorrente da possibilidade de que viéssemos a nos enfrentar um dia em alguma situação violenta, decorrente de nossas posições políticas antagônicas.
Lembraria das preocupações dele, já residindo em Porto Alegre, com ocorrências no Rio de Janeiro que pudessem nos afetar e, ao mesmo tempo das preocupações que começaram a nos assaltar ao saber dos primeiros sintomas do cancer que começara a atacá-lo e que ele se recusava a operar e mantinha em segredo (que compartilhamos por muito tempo) para poupar Cenira, Marcelo e você das preocupações naturais.
Lembraria das "piruetas" que passamos a fazer para arranjar um pretexto para ir ou passar por Porto Alegre sempre que possível e desfrutar um pouco do convívio com ele e vocês.
Lembraria da progressão da doença e do esforço que ele fazia para se apresentar sempre alegre e disposto em cada ocasião em que íamos aí.
Lembraria do sistema de que, sem combinar, estabeleceramos para nos falarmos todos os domingos, à pretexto de comentar os sucessos ou insucessos do Fluminense, nosso clube de coração, tema sobre o qual nunca divergimos.
Lembraria da última vez que deixando de lado todas as atividades no Rio, fomos visitá-los pensando que poucos dias de vida lhe restavam, o que, mercê da fantástica vontade de viver que ele possuia, não se confirmou.
Lembraria, com algum dissabor, que ao saber da situação real dele nos últimos dias, faltou-me coragem para ir vê-lo mais uma vez.... Preferi guardar na memória a mais recente imagem do primo, irmão e amigo de mais de setenta anos de convivência...
Embora sempre soubesse da sua posição quanto a religião, tenho a certeza de que para aonde foi sua alma terá sido recebida com o mesmo carinho e amor que sempre tratou todos os seus semelhantes!

Fernando

P.S. - Se você quiser pode colocar esse texto junto com os outros.

Fischel Báril disse...

O Josino veio ao mundo para dignificá-lo e o fez até o último momento da sua vida.
O conheci quando ele veio para Porto Alegre como representante da Bergamo. Fez-me uma visita comercial e de imediato fechamos negócio: seríamos amigos prá sempre.
Saíamos para almoçar três ou quatro vezes por ano. Quando combinávamos, eu assentava na minha agenda: aula de vida.
O Josino tinha uma enorme disponibilidade afetiva para tudo o que se referia à vida: queria saber dos meus e não era apenas uma pergunta protocolar. Quando ele ligava no dia do amigo, não era por formalidade, era efetivamente para comemorar a amizade. Quando ele falava de futebol a paixão vinha pintada sim, com as cores do Fluminense, mas repleta de lógica, como se ele, mesmo envolvido emocionalmente, não pudesse deixar de exercer em sua plenitude sua condição racional.
O Josino ouvia a opinião dos outros com tal respeito que parecia que isso ia mudar sua vida.
Talvez por força da minha atividade empresarial, ou por críticas que eu possa em algum momento ter feito ao PT e à esquerda, ficou estabelecido entre nós que ele era de esquerda e eu de direita, por mais que o figurino me incomodasse. Que eu me lembre eu só preferia a direita como jogador de ponta no time do SOA, quando guri no colégio.
Às vezes eu penso que isso ficou estabelecido entre nós mais em nome da dialética do que em nome da realidade. O Josino era mestre na arte do diálogo. Suas argumentações não eram intelectualizadas, mas continham profundidade e estavam calcadas nas raízes de sua rica vivência.
Eu me lembro do dia em que o Josino me disse que o médico lhe dera poucos meses de vida. Isso fez com que, por muitos anos nossos encontros tivessem sempre o gostinho de ser o último. Talvez por isso fossem tão intensos, tão importantes prá nós, tão prazerosos para mim.
Quando ele falava da morte, eu dizia que não, que ele ainda viveria muito, que o câncer não sabia com quem estava tratando, enfim, aquelas coisas que se diz para uma pessoa nas condições em que viveu o Josino nos últimos anos. No nosso último encontro eu comentei com ele que eram tão impressionantes o cuidado e o carinho que a Roberta, o Marcelo e a Cenira lhe tinham, que ele viveria pra sempre.
Não viveu, mas por culpa exclusiva da essência da vida que ao final nos leva à morte. Pelo amor de que foi rodeado, teria sido eterno.

Fischel Báril

Nancy disse...

Amigos, li todos os comentários e o depoimento da LARISSA, e em todos vi e ouvi com toda certeza o Josino. Apesar de não ter convivido com vocês nos últimos tempos, minha convivência entre 1961 e 1980 foi muito intensa. Morávamos em um edifício no mesmo corredor e nossas portas ficavam abertas e meus filhos transitavam livremente entre os dois apartamentos. Conheci a Nirinha e sua mãe, D. Pequenina, tambem de forma inédita. Eu havia me mudado dias antes e havia chegado da maternidade com minha 1ª filha, a Anna, e logo na primeira noite em casa ela chorava desesperadamente e eu, uma mãe de 18 anos inesperiente, não sabia o que fazer. A Cenira e sua mãe nas sacada do prédio falaram comigo e ofereceram ajuda e eu, claro aceitei, daí em diante a amizade foi intensa e maravilhosa. Quando eu estava para ter meu segundo filho, que é afilhado da Cenira, ao sentir as dores do parto, bati na parede as 3 horas da manhã para que elas ficassem com minha filha, para meu marido me levar para a maternidade.
E acreditem, minha filha aos dois anos de idade apaixonou-se pelo Josino, que ainda era noivo da Cenira, e disputava ele com ela. Sentava-se no colo dele e dizia que era o namorado dela! e não da Nirinha. Quando eles se casaram, naquele dia tão lindo, e eu me lembro tanto, lá no salão da Mesbla, na Cinelândia, a Cenira linda, o Josino elegantíssimo, e só emoção, naquele casamento tão esperado e que todos nós sabíamos que seria o que realmente foi: Uma unão perfeita, cheia de amor, respeito e amizade, que é o que sustenta uma relação como a deles.
a última vez que os vi, foi em 1996, quando estive aí em Porto Alegre e eles me receberam com o carinho de sempre. Foi como se os anos não tivessem passado. O josino como sempre amistoso, generoso, , inteligente, e determinado. Nada o fazia desistir das sua convicções. No nosso último contato, em Junho, quando eu os descobri pela internet, Ele me falou que estava doente, mas, que ia levando a vida, aproveitando cada momento. Sua voz continuava firme como nos vekhos tempos e em nenhum momento eu pensei que ele estivesse por um fio. Planejei ir à Porto Alegre para matar as saudades. Não foi possível por causa do meu trabalho. Agora só vou vê-lo de novo quando chegar ao outro lado. Como sou uma pessoa do bem e el sempre o foi, tenho certeza de que um dia nos veremos de novo. E saibam, vou atropelar todos os obstáculos e irei a P.A. ver minha comadre querida e seus filhos maravilhosos: Roberta e Marcelo. Juro que vou, pois, não devemos adiar nossos planos. As vezes a perda é enorme, como foi agora.
Para o meu amigo Josino eu desejo uma ótima estadia na sua nova morada e para os amigos que ainda estão aqui nesse nosso plano, Paz, Luz e Fraternidade. Nancy Freitas

Nancy disse...

Amigos, li todos os comentários e o depoimento da LARISSA, e em todos vi e ouvi com toda certeza o Josino. Apesar de não ter convivido com vocês nos últimos tempos, minha convivência entre 1961 e 1980 foi muito intensa. Morávamos em um edifício no mesmo corredor e nossas portas ficavam abertas e meus filhos transitavam livremente entre os dois apartamentos. Conheci a Nirinha e sua mãe, D. Pequenina, tambem de forma inédita. Eu havia me mudado dias antes e havia chegado da maternidade com minha 1ª filha, a Anna, e logo na primeira noite em casa ela chorava desesperadamente e eu, uma mãe de 18 anos inesperiente, não sabia o que fazer. A Cenira e sua mãe nas sacada do prédio falaram comigo e ofereceram ajuda e eu, claro aceitei, daí em diante a amizade foi intensa e maravilhosa. Quando eu estava para ter meu segundo filho, que é afilhado da Cenira, ao sentir as dores do parto, bati na parede as 3 horas da manhã para que elas ficassem com minha filha, para meu marido me levar para a maternidade.
E acreditem, minha filha aos dois anos de idade apaixonou-se pelo Josino, que ainda era noivo da Cenira, e disputava ele com ela. Sentava-se no colo dele e dizia que era o namorado dela! e não da Nirinha. Quando eles se casaram, naquele dia tão lindo, e eu me lembro tanto, lá no salão da Mesbla, na Cinelândia, a Cenira linda, o Josino elegantíssimo, e só emoção, naquele casamento tão esperado e que todos nós sabíamos que seria o que realmente foi: Uma unão perfeita, cheia de amor, respeito e amizade, que é o que sustenta uma relação como a deles.
a última vez que os vi, foi em 1996, quando estive aí em Porto Alegre e eles me receberam com o carinho de sempre. Foi como se os anos não tivessem passado. O josino como sempre amistoso, generoso, , inteligente, e determinado. Nada o fazia desistir das sua convicções. No nosso último contato, em Junho, quando eu os descobri pela internet, Ele me falou que estava doente, mas, que ia levando a vida, aproveitando cada momento. Sua voz continuava firme como nos vekhos tempos e em nenhum momento eu pensei que ele estivesse por um fio. Planejei ir à Porto Alegre para matar as saudades. Não foi possível por causa do meu trabalho. Agora só vou vê-lo de novo quando chegar ao outro lado. Como sou uma pessoa do bem e el sempre o foi, tenho certeza de que um dia nos veremos de novo. E saibam, vou atropelar todos os obstáculos e irei a P.A. ver minha comadre querida e seus filhos maravilhosos: Roberta e Marcelo. Juro que vou, pois, não devemos adiar nossos planos. As vezes a perda é enorme, como foi agora.
Para o meu amigo Josino eu desejo uma ótima estadia na sua nova morada e para os amigos que ainda estão aqui nesse nosso plano, Paz, Luz e Fraternidade. Nancy Freitas